PT EN
Curso de Capacitação Missionária · Artigo 97/98

Dependência do Espírito Santo na Missão

← Voltar a Curso de Capacitação Missionária

A dependência do Espírito Santo não é um elemento acessório da missão; é a própria essência da identidade da igreja, do primeiro ao último dia de sua existência. Plantação e revitalização são, antes de tudo, realidades espirituais genuínas, e não apenas processos organizacionais cuidadosamente planejados. Modelos e metodologias só são realmente úteis quando não ocupam o lugar que pertence à escuta atenta e à obediência efetiva ao Espírito. É o próprio Espírito quem concede os dons necessários, levanta líderes onde antes não havia nenhum e capacita a igreja a agir de maneira genuinamente sobrenatural diante de desafios que ultrapassam qualquer capacidade humana isolada. O Senhor declarou a Zorobabel: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito” (Zc 4.6). Essa palavra continua orientando toda obra de plantação e revitalização, assim como orientou a reconstrução do templo naquele contexto histórico.

A missão começa com oração genuína, e não com planos cuidadosamente elaborados sem esse fundamento espiritual. O verdadeiro discernimento nasce da sensibilidade ao Espírito, não apenas da análise racional de dados e tendências. Viver em dependência constante é o chamado normal de toda a vida cristã. Isso significa renunciar à autossuficiência humana e retornar, diariamente, à mesma fonte de onde procede toda força genuína para o serviço.

Ao longo de toda esta matéria sobre plantação e revitalização de igrejas, um mesmo princípio esteve presente em cada bloco estudado: nenhuma metodologia, por mais sofisticada que seja, pode substituir a ação soberana de Deus sobre sua própria igreja. Essa missão também ultrapassa os limites de qualquer congregação local, alcançando todas as nações e participando do propósito redentor maior de Deus na história humana. A igreja brasileira, de modo particular, recebeu uma responsabilidade singular dentro dessa missão mais ampla: servir com humildade e perseverança a um mundo que ainda precisa ouvir o evangelho, não alimentar orgulho pessoal ou institucional.

A igreja que planta é, no fundo, uma igreja que vive de maneira autêntica. Ela manifesta concretamente o Reino de Deus, reúne pecadores reconciliados em uma mesma família espiritual e leva a graça real àqueles que ainda não a conhecem. O salmista descreve essa vida como a de uma árvore plantada junto a correntes de águas, que produz o seu fruto no devido tempo e cuja folhagem não murcha, porque tudo quanto faz prospera segundo o propósito de Deus (Sl 1.3).

Escrever ainda hoje um passo concreto para os próximos trinta dias, plantando algo novo ou revitalizando aquilo que perdeu o vigor, exatamente onde Deus já colocou cada um, e escolher uma pessoa ou uma pequena equipe para orar especificamente por essa obra são exercícios concretos. Caminhar acompanhado, e não sozinho, segue o mesmo padrão de cooperação que sustentou Paulo e seus companheiros. Vale reler, de tempos em tempos, o que foi aprendido ao longo desta matéria, não como um arquivo encerrado e superado, mas como um convite permanente e sempre atual a permanecer na mesma dependência humilde do Espírito Santo que sustentou cada igreja fiel ao longo da história.

Este artigo faz parte do Curso de Capacitação Missionária.

Quer estudar a matéria completa, com videoaulas e certificado?

Caminhe conosco em Portugal Apoiar