Crescimento saudável envolve, ao mesmo tempo, dimensões espirituais, numéricas, missionais e éticas. Nenhuma delas, isoladamente, é suficiente para definir a verdadeira saúde de uma igreja. Crescimento espiritual é o caráter de Cristo tomando forma visível na vida dos membros. Crescimento numérico é a expansão visível de vidas genuinamente transformadas pelo evangelho. Ambos precisam sustentar-se mutuamente, e não competir entre si por atenção e recursos.
O crescimento verdadeiramente sustentável se evidencia na capacidade de reproduzir a vida de Cristo em outras pessoas e comunidades, e não apenas na capacidade momentânea de reunir mais pessoas em um mesmo templo. O crescimento que realmente importa é o mais profundo, não necessariamente o mais rápido. Raízes firmadas na Palavra sustentam a igreja quando as tempestades inevitavelmente chegam, algo que um crescimento meramente numérico e superficial, por si só, não pode garantir. O salmista descreve o justo como a palmeira que floresce e o cedro que cresce no Líbano, plantado na Casa do Senhor e florescendo nos átrios do nosso Deus (Sl 92.12-13). A imagem é de um crescimento lento, profundo e duradouro, não instantâneo e superficial.
O autossustento financeiro responsável e a boa mordomia colocam estrutura, finanças e organização a serviço da vida espiritual da igreja, nunca o contrário. Quando a estrutura passa a comandar a vida espiritual, em vez de servi-la, algo essencial foi silenciosamente invertido. O livro de Atos apresenta dados suficientes para mostrar que, quando o Espírito age com poder, a igreja cresce numericamente de forma visível. Isso, porém, não significa que o crescimento numérico seja a essência da igreja, nem que possa ser considerado o único critério válido para avaliar sua vida espiritual e sua verdadeira eficácia missionária.
Avalie com honestidade: sua igreja mede o próprio crescimento apenas pelo número de pessoas presentes ou também considera a profundidade espiritual e a capacidade genuína de reproduzir discípulos em outras vidas? Escolha, nas próximas semanas, uma prática concreta que favoreça raízes mais profundas, como investir em um discipulado pessoal mais próximo ou reservar mais tempo para a oração, mesmo que nenhum resultado imediato possa ser apresentado a outros. Pergunte também: sua igreja está realmente avançando em direção ao autossustento financeiro responsável ou continua dependente de recursos externos além do que seria necessário?
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